segunda-feira, 6 de julho de 2009

Amigo. Amor. Amigo.


*Música que o Michael canta: The Way You Look Tonight - [minha versão preferida] Tony Bennett

- Oi, Lia.
- Oi! Lembrei de ti, e queria dizer que te amo.
- Eu também te amo, minha Li. Onde tu estás?
- To aqui no Japonês. Tu precisavas provar essa Gioza! Tá demais!
- Hahaha. Quando eu voltar, a gente vai aí e eu provo.
- É. A gente vem. Hum, chegaram meus niguiris. Te ligo depois, tá? Beijo.
- Tá bom. Quando ligares, eu te conto um negócio. Beijo.
- Como assim? Conta o que? Conta logo.
- Hahahahaha. Calma, Li. Te conto depois. Come teu niguiri de camarão em paz.
- Hum... tá... To com saudade. Tchau...
- Eu também, minha Li. Tchau.

Ele não sabia, mas ela realmente o amava. Na verdade, nem ela sabia, até que ele foi embora. A distância mostrou pra ela. Ela o amava. Mais do que ele imaginava. Mais do que ela queria. Era amor de verdade. A amizade que eles reconheceram um no outro já havia passado pra outro nível, dentro dela. Mas ela sabia que era só ali. Dentro dela, e não dele.

Como ela não percebeu isso antes? Ele era incrível! Por que ela perdeu tanto tempo procurando tão longe, quando ele estava tão perto? Sempre ali. Ouvindo as histórias de todas as suas tentativas de amor, enquanto o amor puro e simples estava ali do lado. Um amor fácil. Não daqueles que perdem a graça. Esse nunca perde a graça. é Amor mesmo.

Mas agora ele estava longe. Agora não era fácil. Por que ela sempre queria o impossível?!

- Então... Eu to namorando.
- Que?! Quem?! Como assim, namorando?! Eu nem sabia que existia uma possível namorada! Quem é ela??
- Tenta ser razoável, Li. Deixa de ser ciumenta-desesperada. Ela é legal. Tenho certeza que vais gostar dela.
- Como eu vou gostar dela? Como diabos eu vou conhecer essa menina??
- Ela vai comigo, semana que vem.
- Ela vem pra cá?! Claro...
- Vai, Lia... Tu sempre disseste que a menina que eu namorasse seria uma garota de sorte, que, no mínimo, me mereceria muito. O que aconteceu? Mudou de ideia?
- Não... Ela deve... Acho bom que ela mereça, mesmo.

É isso. Agora não tinha mais jeito. Ele já não mais pertencia a ela. Era dela. Morava perto dela. Mas tudo bem. Não tinha problema. Ela o amava, era verdade. Mas sabia que a amizade era mais importante que qualquer coisa. Então ela percebeu que poderia suportar tudo. Menos perdê-lo. Não ele. Seu amor. Seu amigo. E esse ela jamais perderia.


* * * * *


UPDATE
Eu preciso que vocês ouçam essa música, com esse texto.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um dia bem anos 90


Hoje, eu não quero ter 22 anos. Será que posso ter 12, de novo? Não quero trabalhar. Não quero Faculdade. Nem responsabilidade. Quero ir pra natação, de manhã. Ver Cavalo de Fogo, quando voltar. Ursinhos Carinhosos e Smurfs. Quero batata frita, no almoço, meio dia em ponto. Assistindo Chaves. Episódio de Acapulco, por favor, sim?

Depois quero ir pro colégio. Quero aula de ciências. Cabeça, tronco e membros. E Ciências Sociais! São 26 estados e um Distrito Federal? Ou são 27 e o Distrito? Ih, preciso de um mapa do Brasil, urgente!

Quero recreio! Um hot, da Red Hot, completo e uma Fanta Uva. Tem "molho verde"? Me dá mais maionese, por favor? Olhar os gatinhos da sétima série. Quero um pirulito de coração. Não, quero dois. "Champagnat, é a simplicidade o amor e a família". Droga, a campa. Acabou o recreio. Mas também quero ouvir a campa.

Quero aula de Redação. "Pégalhiti", ditado! Fácil. Putz, esqueci de responder as questões de Educação Religiosa. Será que a Dani fez? Pega! É claro que ela fez. Eu quero isso. Bate, campa. Bate... Bateu! Quero ir pra casa.

Ahh, quero Doug. Como era o nome do cachorro dele? Acho q era Costelinha. Hahaha, genial. Tchuru Tchuru Tchuru Tchuru Tchurutchu! Quero ver Uma Escola Atrapalhada - em VHS -, antes que comece Maria do Bairro. Quero pão, dois hamburgueres, queijo, tomate e alface. E maionese. Muita maionese. Será que ainda dá tempo de ver Super Xuxa contra o Baixo-Astral? Dá. Dá, sim. Amanhã nem tem natação... Hum... Então vou ver Sonho de Verão, também!

* * * * *

O final de Uma Escola Atrapalhada. (L)


* * * * *

PS: Eu sinto falta de quase todos os desenhos da foto lá de cima. Bons tempos. Hoje eu vejo Avatar. :D

terça-feira, 30 de junho de 2009

A Saga #ForaSarney

Pra quem ainda não viu, está acontecendo um movimento [por que não?] político no Twitter intitulado #ForaSarney. A ação desta segunda-feira foi encabeçada pelos “Piratas do Twitter” (@twpiratas), grupo formado, de início, por @pedrotourinho, @felipesolari, @bgagliasso, @Junior_Lima e acredito que @mionzera. É um grupo aberto. Você também pode ser um pirata.

Bom, o que eles querem? A meu ver, estão buscando a união, inicialmente, dos twitteiros, na tentativa de chamar a atenção do mundo para a situação política do nosso país. E estão utilizando um meio, até então tido como “ode à futilidade” – nas palavras de Pedro Neschling –, para um fim muito mais válido.

Acredito eu, que, indignados com as palhaçadas do campo político brasileiro em geral, eles resolveram dar um gás na campanha que, pessoalmente, tomei conhecimento através do @rafinhabastos: o movimento #ForaSarney. Não seria essa iniciativa louvável?

Então por que existiu tanta crítica? Tanta polêmica? Como algumas pessoas podem ter se posicionado contra esse movimento? Dizer que os “Piratas” eram um bando de famosinhos querendo aparecer é absurdo! Ainda assim, e se fosse esse o caso? Pelo menos eles estão aparecendo por um bom motivo! E não por mandar um hollywoodiano “chupar”.

Ora, quem se importa com o que aconteceu na brincadeira com Ashton Kutcher? De que interessa quem começou com essa história de #chupa? A questão não é mais essa. A coisa é séria. Não é uma disputa de quem chega ao primeiro lugar dos TT. Muito menos de quem ganha mais atenção do @aplusk. Pelo menos não deveria. Não sei por que ainda me surpreendo, mas é impressionante como brasileiro só sabe se unir pro que menos importa.

Confesso que não gosto de política. Nunca participei de nenhum movimento. Sempre anulo meu voto. E não me orgulho de dizer que sou mais uma brasileira apática e comodista da nossa geração, que pode não gostar das coisas como estão, mas que também não move um dedo pra mudar.

Mas me sinto na obrigação de dizer que considero a ação dos "Piratas" perfeitamente válida. Principalmente se considerarmos a inércia da atual geração, da qual, como já disse, não me excluo. Mas admiro aqueles que estão se mobilizando. Parabenizo os “Piratas” pela atitude que tiveram. Acredito na força da união do povo e na capacidade de mudança.

É só olharmos pra trás que constatamos o poder que temos quando unidos. Além disso, observamos os avanços tecnológicos, vivemos a revolução – novamente, nas palavras de Pedro Neschling – e, por isso, não há mais tanta necessidade do conflito direto que existiu nos movimentos das gerações passadas.

Podemos fazer diferença mesmo de dentro de casa, sentados de pijama na frente do computador, deitados na cama com um celular na mão. Não importa onde ou como, é possível. E, ainda assim, quanto mais fácil fica de fazermo-nos ouvir, mais nos calamos. Isso é muito triste, se não vergonhoso.

Por isso admiro a ideia dos "Piratas". Pela atitude. Por rejeitar a inércia e agir. Ainda que não concorde com uma ou outra de suas atitudes, foi com prazer que vi a coisa toda acontecendo. Agora, quem quiser participar, participa. Quem não, por favor, fique a vontade para não atrapalhar.

Parabéns de verdade aos Piratas!

E #forasarney!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Por enquanto...




Ela até sorria. Pra quem visse, ela estava feliz. Tinha até quem pensasse que estava apaixonada. Mas quem conhecia, via. Aquilo tudo não era nada. Ela se sentia vazia.

Não que tudo fosse mentira. Seu tempo com ele não era de todo um fingimento. Ela gostava de estar ali. Mas também poderia gostar se estivesse em qualquer outro lugar. Ele nem era especial. Era só mais um cara legal, como tantos outros que passaram em sua vida, sem nada levar ou deixar.

Mas por que ela não sentia? Ela queria tanto sentir. Queria saber como eram aquelas famosas borboletas no estômago. Queria entender o que é ficar cego pro mundo, e só ter olhos pra "ele". Pro seu amor... E onde estava o seu amor?

Seria ela, um dia, capaz de amar? Alguns pareceram amá-la, mas e ela? Por que ela não conseguia amar? Havia algum problema com seu coração? Seu corpo não era capaz de produzir as ditas maravilhosas sensações do amor? Aquele vazio ficaria ali pra sempre?

Não. Ela sabia que o encontraria. Ela não podia acreditar que seria só aquilo. Não era justo. Não podia ser. Ele existia. Claro que existia. Ele. Que preencheria o seu vazio. Que a faria sentir. Ele viria. Um dia...

sábado, 27 de junho de 2009

Definitely Maybe

Eu amo livros. Sério. Tenho um cuidado com eles que beira a obsessão. Não é só com os meus livros, mas qualquer um. Outro dia me peguei pedindo pro meu coleguinha do alemão parar de riscar o Kursbuch dele. Agora imagina como eu não sou com os meus! Ciúme doentio. Se empresto, não tenho um minuto sequer de paz até que ele volte pras minhas mãos. É horrível, eu sei... Mas, principalmente agora, eu tenho motivo.

Vou explicar. Mas antes, sabe aquele filme “Definitely Maybe”? Aquele, que eu não sei por que cargas d’água virou “Três Vezes Amor”, aqui no Brasil? Então. Lembra que a April (Isla Fisher) sofre por ter perdido o livro “Jane Eyre”, que tinha uma dedicatória do pai dela? E, desde então, ela comprou várias cópias do mesmo livro, na esperança de encontrar “aquele”. O dela. O único. Pois é. O Will (Ryan Reynolds) até encontrou, mas demorou anos pra devolver.

Cara, eu fiquei tão puta com ele, na época que vi o filme. Por que diabos ele não devolveu o livro no dia que foi à casa dela fazê-lo?! Meu, que coisa mais mesquinha! “Ah, eu não vou devolver esse livro tão importante pra ti, porque tu estás com outro”. Argh! Aquilo realmente me irritou.

Mas agora, isso não somente me irrita. Isso desperta um Ódio Mortal dentro de mim!

Enfim explico: ontem, fiquei sabendo que um dos livros da minha vida, dado com tanto carinho pela minha melhor amiga, com uma dedicatória simples e linda que eu não cansava de ler, foi perdido. O meu livro. Que ela me deu. De surpresa, no meu aniversário. Foi-se. E o pior é que eu duvido que tenha a sorte da April...

Tá, eu sei que não é a mesma situação. Era o pai dela. Ele morreu três semanas depois que deu o livro, fazendo deste o último presente que deu pra ela e tudo mais. Mas, pô!, o meu também era importante! E Definitely Maybe é um filme, ora bolas! Eu to falando da vida real.

Agora, me diz, que tipo de criatura parva perde um livro?! Como, pelo amor de Deus, se perde um livro?! Sabe, não é uma moeda ou uma nota de 2 reais, que tu vais colocar no bolso, mas que cai sem que tu percebas. É um livro!! O que, pelos céus, essa criatura estava a fazer com o meu livro, pra que ela possa tê-lo perdido?? Eu não entendo.

Não, e a cara-de-pau ainda chama esse crime (que a meu ver deveria estar tipificado como hediondo) de “pequeno acidente”! Pequeno acidente?! “Não te desespera, Lia, eu só não sei onde coloquei o teu livro”. Não me desesperar?! Só!?! Então tudo bem, querida. Isso é fácil de resolver. Por que você não procura o MEU livro em cada milímetro dessa merda de cidade?!

Ao invés disso, ela vai comprar outro e me dar. Tá, como se isso fosse suficiente. Merda.

Eu realmente queria o MEU livro de volta... =/


* * * * *


Bom, a incorporação do vídeo foi desativada, mas você pode assistir no youtube.
Os primeiro 4 minutos mostram a reação da April, e da Maya (Abigail Breslin), depois do imbecil ter passado anos com o livro. Eu, obviamente, seria um pouco mais agressiva. Mas isso é um filme Sessão da Tarde, então perdoemos. O filme, não a criatura maligna que perdeu o meu livro, claro.