segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Primeiro Selo! o/

Ahh, meus poucos, mas muito queridos, amigos blogueiros, o Maravilhoso Mundo de Lia recebeu hoje seu primeiro selo! (Esperemos que primeiro de muitos, sim? =XX)

Queria, primeiro, agradecer ao Lucas Alsil, do novíssimo Buraco Surdo [vale ressaltar que é novíssimo, mas já tem seus selos. Dá-lhe Lucas! :D], que indicou o selo para este humilde blog. Além dele, seria injusto que eu não falasse da Tay Freitas, do Come With Me, que foi o meu primeiro motivo de orgulho, com esse blog. Brigada, Lucas e Tay. :D

Agora, o Selo:



E ele vai para...

S c h r a u b l e s

Música, Luar e Sentimento

Jogando Conversa Fora

Come With Me

Diy For Vixens

Então é isso.
Que orgulho! *.*

Até. =)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Rei do Artifício

E então, depois de semanas sem notícias tuas, eu te encontro. Sem querer. Sem prever. Te vejo, e rápido desvio o olhar. Mas não a tempo de desviar o caminho. Tento ignorar o palpitar desenfreado do meu coração. Vou ao teu encontro. Evito teus olhos. Tu me abraças. E fica difícil, estando ali, lembrar os motivos pra não acreditar naquele abraço. Começo a pensar no quanto quis que fossem abraços sinceros. E antes de me perder por esse caminho, consigo me desvencilhar dos teus braços.

Ainda com medo dos teus olhos, digo qualquer coisa sobre sair dali, fugir de ti. Não, tenho certeza que não disse isso. Espero ter dado uma desculpa convincente pra não ficar ali, e me perder nas tuas mentiras. E, lutando contra essa força que não consigo entender de onde vem, me afasto de ti. Mas a força não me deixa. Indica a tua direção pra cada célula do meu corpo. Meu GPS biológico concentrado em ti.

Tento me enganar, fingindo que o longe é o que quero. Meus olhos me traem, à tua procura. Busco motivos pra diminuir a distância. O suficiente para, ao menos, te ver. Engano-me, mais uma vez, convencendo-me de que isso me bastaria. Brigo comigo. Qual o sentido em evitar que tu me enganes, se eu mesma não canso de fazer isso comigo?

Mantenho a distância. E o sorriso, praqueles que mal percebo ao meu lado. Acompanho conversas, sem notar. Meus pensamentos me levam pra onde tu te encontras. Odeio meus traidores olhos. Canso de lutar contra mim mesma. Deixo que meu corpo me guie. Finalmente, te encontro.

Te olho, de longe. Ignoro todo o resto. Desisto dos sorrisos. Das conversas. Só te vejo. Procuro qualquer motivo pra acabar com aquele resto de distância. Maldigo tudo que ousa nos separar. Invejo aqueles que podem te tocar. Desejo que tu me procures. Sinto a dor de lembrar que só eu te procuro.

Concentro-me nos sorrisos e conversas. Tento te guardar no fundo dos meus pensamentos. Em vão. Não parece haver mais espaço em minha cabeça, que não pra ti. Resolvo, mais uma vez, te deixar dominar minhas ideias. Acabo ao teu lado, ainda sem coragem de encontrar teu olhar. Finjo que aquela proximidade nem chega e se fazer perceber. Atuo. Consigo sorrir e conversar com todos. Menos contigo.

Te perco. Disfarço meu desespero por ti. Retomo as conversas. E, do nada, como para me pegar em uma armadilha, tu surges na minha frente. Teus olhos conseguem me prender. Não sei mais o que ou com quem falava. Repito uma palavra qualquer, para uma pessoa qualquer. Como um eco de uma frase perdida. E teu olhar promete tudo. E eu esqueço que tais promessas nunca foram cumpridas. Esqueço que elas duram uma noite e me atormentam por semanas. Então, como uma criança, apego-me ao teu olhar de promessas com todas as minhas forças. E me perco.

Eu queria tanto entender como tu consegues mentir tão bem com os olhos...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Juro que isso aconteceu


- Nem sabes. To apaixonada!
- Por quem?
- Pelo Pedro Neschling.
- Quem!?
- O Pedro Neschling, Cá! Ele é liindo!
- Lia, tu só podes ser completamente maluca.
- Nãão, Cá. Já viste o blog dele? Ele é tão... tão igual a mim!
- Igual a ti?
- Éé! Ele pensa meio parecido comigo. Diz coisas que eu poderia perfeitamente ter dito. Se é que eu já não disse. E tem pavor de agulha!
- E por ter pavor de agulha vocês são almas gêmeas?
- Almas gêmeas, eu não sei... Teria que conhecer. Mas ele também gosta de números espelhados!
- Lia, presta atenção... Ah, que seja! Não que eu acredite que, se ele fosse solteiro, tu irias até o Rio de Janeiro atrás dele... Mas ele não é casado?
- A-há! Adivinha? Não mais! Ele tá solteiro, cara amiga! E eu sonhei que a gente ia pro Rio. Eu e tu. E a gente conhecia a minha nova paixão. Bora?
- Hahahahahaha. Bora. Quando?
- Janeiro?
- Janeiro.
- Certo. O problema da distancia tá resolvido. Agora, a gente tem que arrumar um amigo dele pra ti.
- Gosto da ideia.
- Será que ele é amiguinho do Cauã?
- Reymond?
- Claro.
- Pode até ser. Mas esse tem a Grazi. E é a Grazi, Lia.
- É... não dá pra competir com ela. Ó, futricando o twitter dele, eu notei que ele parece ser amicíssimo do Tico Santa cruz.
- Mas o Tico Santa Cruz?
- É verdade.. ele não é teu estilo... Ah, Cá, a gente resolve isso depois. Bora ver passagem.
- A TAM tá com promoção. R$464,90. Ida e volta.
- Comprando.
- Ok.



É, às vezes eu surto, e me apaixono por pessoas famosas.
Pelo menos, dessa vez, isso me rendeu uma viagem pro Rio. o/
Me aguarde, Pedro Neschling! HAHAHAHAHA

* * * * *

A foto lá de cima, eu tirei do Ensaio que ele fez pra revista TPM.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Joguinho do "To Nem Aí"

Ele

- E aí, Zeca!
- Fala Pedrão! Cadê a Lia?
- Sei lá, porra. Deve tá por aí.
- Pô, pensei que vocês estivessem namorando. A Lia é demais, cara.
- Eu namorando, Zeca? Tá de sacanagem, né, velho?
- Hahahaha, vai saber, meu amigo. Vai saber.

Que negócio é esse de "a Lia é demais"?? Eu sei que ela é demais. Esse filho-da-puta já tá de olho na minha Lils. Pô, mas cadê a Lia?! Ela nem entrou no msn ontem. Será que ela saiu? Mas ela tem me dito toda vez que sai... Será que isso já mudou? Em dois dias? Eu pensei que ela estivesse gostando da gente. Pelo menos parecia que tava gostando... Pior que to afim de ver a minha Lils, hoje. Matar a saudade daqueles cachinhos. Acho que to viciado no cheiro dela. Vou ligar.


Ela

- Bora fazer a unha, amanhã?
- Ai, Cá, o Pedro sumiu.
- Como assim "sumiu", Lia?
- Sumiu, ora! A última vez que a gente se falou foi sexta. Sábado a mamãe me sequestrou, e ontem eu não consegui entrar no msn um minuto sequer! Nem sei por onde ele andou ou o que pode ter feito durante esses dois dias. E nem pra me ligar! Ai, Cá, será que acabei virando mais um lanchinho? Eu tava gostando tanto da gente... E to com tanta saudade daquele barbado. To sentindo uma falta do meu Pê! O que eu faço?
- Ih, Lia... liga pra ele, então.
- Claro que n... - turururu-turururu-tururururuuu - Ahh! É ele, Cá! É o Pê!!


O Joguinho

[Sem demonstrar muito entusiasmo, Lia. Calma] - Alô?
[Alô? Desde quando ela atende que nem telefonista?] - Alô. Oi, Lia. Sou eu. Tudo bem?
[O que aconteceu com o "Lils"?!] - Oi, Pedro. Tudo, e contigo?
["Pedro"??] - Também... Qual é o nome do filme que tu tinhas me dito pra baixar, mesmo?
[É isso que ele quer??] - Hum... Zeitgeist? Era esse?
[É, e eu já baixei. Quer ver comigo?] - É! Esse. Não tava conseguindo lembrar. É Z-E-I-T-G-E-I-S-T, né?
[Não vai nem me chamar pra ver contigo?] - Isso. Tenho certeza que vais gostar. Me avisa q... hum... qualquer coisa...
[Me avisa o que, Lia? Colabora um pouco, pô] - Claro. Ahn... valeu.
["Claro, ahn, valeu"??] - Disponha. Hehehe.
[Não tá parecendo isso..] - Hehehe... Então... Então tá, Li. A gente se fala. Beijo.
[Quê?! Como assim? Só isso!?] - Beijo, Pê. Tchau...


Ele e Ela

Merda.


* * * * *

Já viram a entrevista do Marcelo Adnet no Programa do Jô?
Pois assistam! Tá Incrível!
O AdneTRIP dinibilizou a entrevita completa aqui.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desmatamento


So Real - Jeff Buckley


- Lia...? Posso entrar?
- Claro, Nando. Entra... É o teu quarto, afinal. - ele entrou e deitou na cama enorme, bem perto de mim.
- Não quero atrapalhar teu sono.
- Hum... Cadê o resto? Ainda tá vendo filme?
- Tá. Eu vim ver como tu estás. - Pressionou seus lábios nos meus. Rápido e suave.
- Eu to bem, Nando. Só um pouco cansada, mesmo... Uma boa noite de sono resolve.
- Então dorme, Li. Eu te acordo mais tarde, pra tu ires pra casa. - E ficou ali, me olhando. Como quem quer velar meu sono. Como se isso fosse o que mais importava.

Eu fechei meus olhos. Minha imaginação, incontrolável e louca, começou a trabalhar em volta de nós dois. Lembrando do último fim de semana. Repassando o nosso primeiro beijo, e tudo o que nos levou a ele. A praia. A lua cheia. As palavras doces e leves, que voavam dele e pousavam direto no meu coração. Palavras, que de repente pareceram criar raízes. Que se transformaram na mais sólida floresta de esperança que meu coração já permitiu crescer. Eu sorri. Abri os olhos e ele ainda estava me olhando. Ele também sorriu.

- Pensando em que, Li?
- No fim de semana... - Fechei os olhos, ainda sorrindo. E ele me beijou de novo. Não tão suave, dessa vez.

Eu continuei meu devaneio de nós dois... Ele me levando pra casa dele, insistindo em me apresentar pros pais dele. "Mas eu quero te apresentar oficialmente", ele disse quando lembrei que já os conhecia. Oficialmente. Não importava há quanto tempo eu os conhecia, eu também queria conhecê-los oficialmente. Nossas mãos entrelaçadas. Um abraço carinhoso e protetor. Quase possessivo. "Olha, pai. Ela é minha, agora". E o meu sorriso bobo, denunciador. Gritando, pra qualquer um, a única verdade dentro de mim. Eu queria ser dele. A floresta de esperança, densa e forte. Real. Espalhando sentimentos por todo meu coração. Firme, como se estivesse ali desde o início. Desde sempre.

- Sabe, Lia... acho que isso vai ser bom. A gente ficando de vez em quando. Curtindo, uma vez ou outra. Vai ser divertido.

E eu fiquei de olhos fechados, com medo que eles me traíssem e revelassem a dor que aquelas novas palavras causavam. Tratores arrancando cada árvore do meu coração pela raiz. E desaparecendo, deixando pra trás o meu, agora, devastado coração de floresta.